1 de agosto de 2012

Acontece em Goiânia


25 de julho de 2012

Em honra de São Tiago, o Menor, Apóstolo de Jesus Cristo

Naqueles dias, alguns profetas desceram de Jerusalém a Antioquia. Apresentou-se um deles, chamado Ágabo, o qual começou a anunciar, por meio do Espírito, que estava pra vir uma grande fome sobre toda a terra. E ela de fato veio, no reinado de Cláudio. Decidiram então os discípulos, cada um segundo suas posses, enviar contribuições em ajuda aos irmãos que moravam na Judeia. Eles de fato o fizeram, enviando-as aos anciãos por intermédio de Barnabé e de Saulo. Nessa mesma ocasião o rei Herodes começou a tomar medidas visando a maltratar alguns membros da Igreja. Assim, mandou matar a espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isto agradava aos judeus, mandou também prender Pedro. Era no dia dos Pães Sem Fermento.
Atos 11,27-12,3.


Vinte e cinco de Julho é no calendário litúrgico da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil data de celebração à honra e memória de São Tiago, o apóstolo. Ele fora um dos Doze dos círculo de discípulos de maior incumbência por parte de Jesus, simbolizando a restauração da nação israelita. Irmão do apóstolo João, filhos de Zebedeu, ganharam de Jesus o apelido de “Boanerges”, “Filhos do Trovão”.

Efetivamente no período relatado no trecho de Atos, houvera uma grande fome; o território da Judeia foi especialmente afetado. Vimos aí uma das primeiras características da continuidade do movimento idealizado por Jesus, quando pessoas de outras nações, povos, países, promovem coletas para ajudar os mais vulneráveis. E os líderes, os Anciãos/Presbíteros, cumprindo a função de servirem na organização dos suprimentos recebidos.

Chegamos à morte de Tiago; o Herodes mencionado ali, Antipas I, era o filho e cunhado de Herodes Magno, meio-irmão do Herodes Antipas, personagem importante nos evangelhos. Ele se unira ao partido do maníaco Gaio Calígula em Roma, se tornando quando da entronização deste como imperador, oficialmente “rei dos judeus” em cerca de 37 d.C. Era uma figura carismática muito influente na população, frequentava o Templo.

Nas mãos deste, o primeiro grande martírio cristão. Vemos aí uma figura recorrente na história e no período contemporâneo: uma liderança despótica com poder de sedução nas massas, que apela para e explora seus símbolos e elementos de aglutinação cultural (frequentemente religioso), e que assim se julga acima do bem e do mal. Insaciável.

Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido.
"O que você quer? ", perguntou ele. Ela respondeu: "Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda".
Disse-lhes Jesus: "Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber? " "Podemos", responderam eles.
Jesus lhes disse: "Certamente vocês beberão do meu cálice; mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder. Esses lugares pertencem àqueles para quem foram preparados por meu Pai".
Quando os outros dez ouviram isso, ficaram indignados com os dois irmãos.
Jesus os chamou e disse: "Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas.
Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo;
como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos".
 Mateus 20:20-28


No trecho do Evangelho segundo a tradição de São Mateus, vemos algo nada honroso por parte dos irmãos; na vergonha do que estavam fazendo, tentaram usar sua mãe para “amolecer” Jesus e fazê-lo considerar seus pedidos de lhes conferir o domínio ao seu lado. Possivelmente entenderam o “cálice” a que Jesus se referia como o símbolo de glória dos cálices dos reis; mas Jesus empregava um recurso de linguagem próprio dos profetas, como em Isaiás 51,17, que era cálice de um sofrimento que se recai. E ele antevera que recairia sobre eles também...

Adviera grande celeuma entre os discípulos; com razão, os outros dez se sentiram ultrajados com a atitude de Tiago e João. Jesus então agiu como Mestre, chamando a todos e subvertendo completamente suas noções de poder, o que tornaria a discussão vã. Redefine o poder como capacidade e possibilidade de servir. E a honradez como a disposição e préstimo em servir. Evoca mesmo a figura do Filho do Homem para si, que era uma lenda entre os judeus sobre alguém que viria julgar o mundo, fazer justiça aos fiéis de Deus e restabelecer a nação israelita. Observe sua raiz:

Eu continuava contemplando, em minhas visões noturnas, quando notei, vindo sobre as nuvens do céu, um como Filho do Homem. Ele adiantou-se até ao Ancião de Dias e foi introduzido em sua presença. A ele foi outorgado o poder, a honra e o reino, e todos os povos, nações e línguas o serviram.
Daniel 7,13-14

Jesus então empregou uma frase de forte altissonância para impactar seus seguidores, evertendo suas compreensões tradicionais. A lição ficara marcada no início de seu movimento, ficara marcada no apóstolo Tiago.


Oração para o dia de São Tiago, o Menor, Apóstolo de Jesus Cristo, no Livro de Oração Comum:
Senhor Deus, o teu apóstolo Tiago consentiu em deixar seu pai e tudo o que possuía e ainda em sofrer pelo nome do teu Filho; ajuda-nos misericordioso para que nenhuns laços terrenos nos afastem do teu serviço. Mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

11 de julho de 2012

Nem alforje, nem dinheiro ao cinto

E ele percorria os povoados circunvizinhos, ensinando. Chamou a si os Doze e começou a enviá-los dois a dois. E deu-lhes autoridade sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser um cajado apenas; nem pão, nem alforje, nem dinheiro ao cinto. Mas que andassem calçados com sandálias e não levassem duas túnicas. E dizia-lhes: “Onde quer que entreis numa casa, nela permanecei até vos retirardes do lugar. E se algum lugar não vos receber nem vos quiser ouvir ao partirdes de lá, sacudi o pó de debaixo dos vossos pés em testemunho contra eles”. Partindo, eles pregavam que todos se arrependessem. E expulsavam muitos demônios, e curavam muitos enfermos, ungindo-os com óleo.


Diferente de muitos líderes carismáticos e formadores de grupos religiosos, Jesus não parecia ter um ministério marcado por um apelo a se apartar da sociedade e da vida do povo; parecia se envolver e adentrar nas comunidades e relacionar sua mensagem com a vida delas.

O cenário retratado pelo evangelista Marcos acentua isto bastante. Ele situa essa passagem logo após narrar a rejeição do Mestre em sua região. Ainda assim, não sucumbe à tendência de dar, a partir disso, um direcionamento à sua proclamação para um sentido de apartamento do mundo social dos aldeões... antes ele permanece percorrendo e ministrando nos povoados, e a atribuição aos seus discípulos para fazer o mesmo, no mesmo caráter.

Os Doze. Jesus não selecionou doze discípulos priores à toa; sem dúvida passava o entendimento de remontar ao povo de Israel unido; ao Israel idealizado; remetiam às doze tribos das origens do povo de seu Deus. Mas a ênfase de Jesus não seria a nostalgia do passado; mas à perspectiva do futuro, à restauração do povo, restauração com a terra, restauração consigo mesmos, restauração com Deus.

E muito importante quando Marcos coloca que a estes Doze ele lhes outorgou poder. A questão passa a ser como ele lhes incumbira de exercer este poder...

Primeiramente, são chamados a associarem sua missão com a vida as comunidades, e não se apartarem num tipo de “esnobismo espiritual” delas. Também, são chamados a se despojarem e dependerem totalmente de Deus.

Não tinham reservas de sustento: não levavam suprimentos, não podiam usa a comum túnica sobre-capa, a qual era cusual como cobertor, colcha de cama, na falta de pousada para a noite. Apenas uma túnca. Tinham que contar que Deus iria providenciar. Não poderiam mendigar, não usando as bolsas que os mendigos usavam. Aceitar o pouso que lhes oferecessem, a comida que lhes dessem, sem ter a opção de migrarem para as casas mais confortáveis nos povoados caso lhes oferecessem no decorrer da estadia. E em caso de rejeição, deixarem a causa por conta de Deus, para ele acertar as contas com as pessoas, não levando consigo a mágoa e rancor...sacudir a poeira e deixar as pessoas com suas responsabilidades.

Marcos, diferente de Mateus 10.9, diz que os discípulos poderiam usar um bordão. Talvez porque a combinação deste com as sandálias remetesse à imagem do êxodo do Egito – Ex. 12.11 – ou porque Mateus os quis diferenciar de outros grupos de pregadores itinerantes.

Marcos chama a nossa atenção para a associação entre a mensagem de arrependimento com a expulsão dos demônios e cura. É como se quisesse mostrar que para o caráter da missão de Jesus, estavam mesmo interligados. O arrependimento, a restauração, a derrota do mal e o sanar. Realmente, causamos muitos males a nós mesmos, de cunho psicológico e físico, com nossas culpas que carregamos; também com as ações más, que reverte-se em nós, ou que deformam nossa imagem e semelhança de Deus. Quebramos nossas resistências e tendemos a entrar numa espiral viciosa de degradação interior ou exterior, que não se retrai; apenas pode ser quebrada; este é o papel da confissão e do arrependimento.

Marcos continua nos conduzindo a esta apresentação do comissionamento de Cristo. Nos transporta a seguir para um cenário contrastante, com o fausto e perversão da corte herodiana, e dela para a morte de João Batista, como que indicar realmente que este discipulado tem um preço, e que não é algo, digamos, “romântico”, mas um embate mortífero com as forças contrárias...

13 de junho de 2012

Religião por Direitos - Cúpula dos Povos

As agências e organizações ecumênicas estarão realizando grande parte suas atividades no espaço de Religião Por Direitos. Visitem o site www.pad.org.br e/ou o blog www.religioespordireitos.blogspot.com onde consta a programação.

8 de junho de 2012

[A Rocha Brasil] Dia 16/junho: Mutirão de Oração por um Mundo Justo e Sustentável

Dia 16 de junho (sábado) o coletivo Igrejas Ecocidadãs realizará um Mutirão de Oração por um Mundo Justo e Sustentável.


Estarão lá no Rio de Janeiro, participando do 2° dia da Cúpula dos Povos na Rio+20 e orando por TODA a CRIAÇÃO.

Convidam a todos a separarem também um tempo especial no dia 16 para se juntarem em oração. Organize uma reunião de oração em sua igreja, junte a família e amigos.

Participe como puder, ore sozinho se não tiver opção, mas separe um tempo e ore.

Interceda junto a Deus pelos pobres, que são na sociedade os mais vulneráveis e diretamente afetados pelos agravos causados ao meio ambiente; peça perdão pelo silêncio da Igreja diante de tanta injustiça social e ambiental; peça que Ele se manifeste na Cúpula dos Povos e na Rio+20; e agradeça por TODA a Sua CRIAÇÃO.

Para incentivá-los, elaboramos um vídeo e criamos uma sugestão de liturgia (clique AQUI para baixar o PDF).

Participe, compartilhe, divulgue.

Graça e Paz.

PorRaquel Arouca e Caio Marçal


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Raquel Arouca
Bióloga - Dra. Ciências
Executiva A Rocha Brasil

3 de junho de 2012

Crepúsculo no Cerrado

Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos.
Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite.
Salmos 19:1-2



6 de maio de 2012

Uma nova identidade







Estamos sempre acercados pela indagação quanto a nossa identidade. O que nos distingue? Quem somos e por que somos? Isto está arraigado em questões de valor próprio, de nos apercebemos que temos uma singularidade, ou fazemos parte de algo maior mas também específico, e não somos apenas algo amorfo em uma massa de bolo.
 

O livro bíblico de Deuteronômio foi produzido em períodos de crise, após a divisão de Israel no Reino do Norte e em Judá, no sul. Possui uma base composta primeiramente no Reino do Norte, numa crise diante da perspectiva de ter sua cultura absorvida, tendo perdido o centro simbólico cultural, Jerusalém, com a divisão territorial, perigo de absorção cultural e religiosa com povos vizinhos com os quais se promoviam alianças políticas e intercâmbios econômicos...se reliam as tradições mais antigas sobre as origens de Israel com o Êxodo do Egito e a passagem pelo deserto, com novas molduras e traços, sob esta perspectiva; mais tarde foi acrescentado e remoldurado mais, tendo chegado até o Reino do Sul, e mais ainda sob o reinado do Rei Josias, após uma profunda reforma no sistema religioso do Templo, quando este Reino também passava por uma grave crise religiosa e de liderança.

Percebemos então estas formas, marcas e acentos em passagens emblemáticas como:
Agora, pois, pergunta aos tempos passados, que te precederam desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, desde uma extremidade do céu até à outra, se sucedeu jamais coisa tão grande como esta, ou se jamais se ouviu coisa como esta?

Ou se algum povo ouviu a voz de Deus falando do meio do fogo, como tu a ouviste, e ficou vivo?
Ou se Deus intentou ir tomar para si um povo do meio de outro povo com provas, com sinais, e com milagres, e com peleja, e com mão forte, e com braço estendido, e com grandes espantos, conforme a tudo quanto o SENHOR vosso Deus vos fez no Egito aos vossos olhos?
A ti te foi mostrado para que soubesses que o SENHOR é Deus; nenhum outro há senão ele.
Desde os céus te fez ouvir a sua voz, para te ensinar, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, e ouviste as suas palavras do meio do fogo.
E, porquanto amou teus pais, e escolheu a sua descendência depois deles, te tirou do Egito diante de si, com a sua grande força.
Para lançar fora de diante de ti nações maiores e mais poderosas do que tu, para te introduzir e te dar a sua terra por herança, como neste dia se vê.
Por isso hoje saberás, e refletirás no teu coração, que só o SENHOR é Deus, em cima no céu e em baixo na terra; nenhum outro há.
E guardarás os seus estatutos e os seus mandamentos, que te ordeno hoje para que te vá bem a ti, e a teus filhos depois de ti, e para que prolongues os dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá para todo o sempre.
Deuteronômio 4:32-40


Ali, repensar seu lugar na História do Mundo vista a partir da vontade de Deus, a honra e a responsabilidade como tal, e o reforço a se notarem que têm marcas especiais em si e não podiam diluir isto.


Na Primeira Carta de João, temos uma comunidade com grandes problemas. O caldo cultural greco-romano tinha uma predominância acentuada de se considerar a verdadeira identidade da pessoa numa substância delineada imaterial e independente, com imortalidade inata, presa no corpo. Assim, tinha dificuldade com as heranças judaicas do cristianismo, que enfatizavam a participação da matéria e do corpo no horizonte para além da história do plano de Deus, e também na obra redentora de Jesus. Era difícil aceitar que a redenção do mundo por Jesus se deu com a participação central do seu corpo; isto deveria ser uma ilusão para os menos esclarecidos. Necessidades próprias de renovação e de redefinirem-se em seu tempo também fazia com que desdenhassem da autoridade do Ancião João. Assim, ele enfatiza a ética coerente no presente tempo, como forma de ver que tendo ela inevitavelmente que se praticar no mundo material e com o corpo, não faz sentido desvincular Cristo de sua participação material e corpórea em sua obra redentora. E que o vínculo entre si e com Cristo seria nesta participação também, retroagindo pelo agir coerente com seus mandamentos, implicando daí na observância do amor como padrão maior e enxergando como isso vincularia as gerações da igreja e como isto respaldaria sua aliança.

Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.
E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante dele asseguraremos nossos corações;
Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas.
 Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus;
E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista.
E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento.
E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado. 
I João 3, 18-24



O Evangelho de João tem grande probabilidade de advir dos testemunhos do mesmo João das cartas. Mas não há como se ter toda a certeza. Escrito em torno de 60 anos após a Ressurreição de Jesus, de qualquer forma, visualiza-se entre os estudos especializados que era também um ambiente em crise. Eu visualizo uma comunidade plural, com muita gente oriunda de meios diversos do judaísmo, oriundas do núcleo dele a partir do epicentro em Jerusalém e raios mais místicos de tal; samaritanos, isto, um ambiente que acolhera samaritanos; gentios. Havia diversos traumas de separação: a drástica separação da sinagoga, a partir de 70 d.C. após a assolação de Jerusalém e destruição do Templo; samaritanos que enfrentavam a rejeição de judeus e poderiam ser – e julgo, eram mesmo- questionados por judeus-cristãos de diversas partes, a própria igreja sendo questionada quanto a legitimidade de ter havido uma missão entre eles; gentios, ou seja, não-judeus (pela ótica dos judeus), estigmatizados no mundo romano. Provavelmente enfrentavam também oposição e questionamento de círculos que buscavam continuar a tradição de João Batista.

Neste Evangelho, se mostra como a nova identidade em Cristo redefinia tudo; a participação no amor dele, e o novo ambiente de vida e estar no mundo a partir do seguimento a ele, e o vínculo que se dava a partir de estarem ligados a Jesus e ao Pai pelo Advogado/Consolador, o Paracleto, o Espírito, era agora o autorreferencial, de cada um e de todos. Não mais deviam ter como parâmetro a mentalidade predominante na sociedade com aquilo que estabelecia como padrão para o valor pessoal e para se ter status; mais do que qualquer vínculo, este vínculo espiritual era agora uma porta de entrada a um novo mundo, da vida eterna com Deus.
Podemos entender

Se me amais, guardai os meus mandamentos.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.
Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.

João 14:15-21



E ver como foi impactante para o eunuco etíope, em Atos 8, 26-40, ao mesmo tempo advindo de traumas de desprezo por ser de um povo então há séculos desterrado e espalhado por nações, estigmatizado por muitos como feitos para serem serviçais, e ele um eunuco; mas também, ser alguém de uma posição singularmente importante na hierarquia para com sua rainha, um administrador, oficial encarregado de seus tesouros, mas também alguém privado de poder deixar descendência. Impactante para o eunuco etíope, no primeiro registro de uma conversão gentia no cristianismo, ter redefinida sua história e identidade a partir da identificação da mensagem de Jesus, Redentor, como Servo Sofredor, de Isaías 53; sua identificação em participar de Jesus e se referenciar a partir dele agora. Ele vê chegando a si a expectativa da profecia de Isaías, 56, 4-5.